Jardins do JMM por Roberto Burle Marx

A parceria profissional entre RBM e Jorge Machado Moreira começou na década de 1930, no projeto do edifício do então Ministério da Educação e Saúde Pública (hoje Palácio Gustavo Capanema), e seguiu em inúmeros prédios residenciais, como os edifícios Tapir (1945) e Antônio Cepas (1952). No início da década de 1950 trabalharam em projetos para a Cidade Universitária. Depois dos jardins para o antigo Instituto de Puericultura (atual IPPMG), Burle Marx projetou em 1960 os jardins da então Faculdade Nacional de Arquitetura. Nas suas palavras a intenção era “estabelecer um jogo entre os volumes em ação e esses mesmos relacionados aos da arquitetura, com o objetivo de realçar determinadas intenções arquitetônicas, estabelecendo os ritmos desejados e valorizando a paisagem. O que se busca é isso e mais.”

Composto de variadas áreas ajardinadas com vegetação nos seus vários estratos – arbóreo, arbustivo e herbáceo, além de inúmeros elementos integrados como espelhos d’água e painel de concreto, o projeto de paisagismo integra as áreas internas às externas. De fato, a relação entre a arquitetura e o paisagismo foi conseguida, tornando o conjunto uno e escrevendo o Edifício JMM como um importante exemplar da arquitetura moderna brasileira.

Os jardins didáticos e o ripado projetados não chegaram a ser implantados. Eram inovações propostas por Burle Marx, buscando ampliar as funções dos jardins para atividades de ensino e pesquisa.